Fracassei!
Pipoca, salagadinho, muitos, muitos bombons!
Acabei de levar um balde escondido pro meu quarto e foi lá mesmo!
Ai como eu sou ridícula, fraca, impotente! =/
Ainda não sei se recomeço, ou se fico pelo chão mesmo :s
terça-feira, 30 de junho de 2009
Acabei de chegar. Depois de dias que não saía de casa! Claro, eu saía, ia à terapia, mas não era a mesma coisa. Saía de noite, dispersa, de má vontade. Hoje foi diferente. Parece que, finalmente, estou sentindo que tenho vida de novo e acho que isso já é algum avanço. Gostei de me arrumar pra sair. Dei um jeito no cabelo, colquei um short, uma blusinha, tudo bem simples, mas ainda assim, me senti bonita. Gostei de sentir o sol batendo em mim. Comecei a enxergar as pessoas. Ver que cada uma delas tem defeitos, qualidades, assim como eu. Vi que algumas estavam arrumadas, desarrumadas, de cara fechada, outras sorriam. Mas prestando bastante atenção, consgui enxergar além e, perceber, que todas essas pessoas tem seus problemas. Que sorrindo ou não, seus problemas estão ali. Umas sorriem, por simplesmente não ligarem pra esses problemas. Outras sorriem, talvez pra esconder a dor de alguma coisa que queime por dentro delas. Outras, não sorriem, por deixar que os problemas sejam maiores que elas, por deixarem as coisas que queimam, afetarem seus interiores.
Percebi que já estive em cada uma dessas fases. De não sorrir, de sorrir falsamente, de sorrir de verdade. Mas ainda não consegui entender em qual fase estou. Apesar de as coisas estarem bem menos pesadas pra mim, ainda não sinto alívio, ainda não me sinto livre. Depende de mim? Depende do tempo? Depende do meu ambiente? Ainda não sei. Não mesmo.
Mas me parece realmente, que cada dia mais o peso vai sumindo, de pouquinho em pouquinho.
Ainda não posso afirma que estou bem. Não sou hipócrita, nunca fui. Mas posso dizer que já estou enxergando todo esse mal de um ângulo diferente.
Esses dias estava pensando. Eu sou como alguém que tem AIDS (e conheço muito bem o que é esse sofrimento, afinal, vivenciei o drama da minah irmã, já falecida). Eu sou hospedeira de uma doença sem cura. Uma doença que pode matar se não controlada. Mas a diferença está na maneira do controle. A AIDS é controlada apenas pela medicação, pela sorte, pelo acaso. Bulimia/anorexia, dependem apenas de mim. Claro, dos remédios também (que na minha opinião não servem de porra nenhuma, só me fazer dormir ¬¬), mas depente quase que exclusivamente de mim. Nos últimos 4 dias tenho conseguido me manter firme no controle. 4 dias fazendo todas as refeições, sem colocá-las pra fora! *-*
Não quero mesmo ter recaídas. Isso acabaria com tudo que estou reconstruindo =/ Mas ainda não sei se posso evitar. Meu maior medo está aí. Em cair. E se chegar a hora que eu cair e não conseguir mais levantar ? A força, qualquer uma, um dia se acaba. Será que a força interior se acaba também? :s
Mas mudando de assunto. Estou lendo um livro que, em uma parte, falou sobre homossexualidade. Não isso de fato. Mas disse que todas as mulheres sentem vontade de estar com outras mulheres. Homens, nem todos, mas uma grande parte. Mas entre as mulheres, 99% tem o seu lado homo. Eu assumo que tenho o meu, pq ser hipócrita? Mas tenho minha religião que é bem mais forte :)
Pois é, só pra deixar bem marcado aqui: 4 dias de alimentação saudável! *--*
Percebi que já estive em cada uma dessas fases. De não sorrir, de sorrir falsamente, de sorrir de verdade. Mas ainda não consegui entender em qual fase estou. Apesar de as coisas estarem bem menos pesadas pra mim, ainda não sinto alívio, ainda não me sinto livre. Depende de mim? Depende do tempo? Depende do meu ambiente? Ainda não sei. Não mesmo.
Mas me parece realmente, que cada dia mais o peso vai sumindo, de pouquinho em pouquinho.
Ainda não posso afirma que estou bem. Não sou hipócrita, nunca fui. Mas posso dizer que já estou enxergando todo esse mal de um ângulo diferente.
Esses dias estava pensando. Eu sou como alguém que tem AIDS (e conheço muito bem o que é esse sofrimento, afinal, vivenciei o drama da minah irmã, já falecida). Eu sou hospedeira de uma doença sem cura. Uma doença que pode matar se não controlada. Mas a diferença está na maneira do controle. A AIDS é controlada apenas pela medicação, pela sorte, pelo acaso. Bulimia/anorexia, dependem apenas de mim. Claro, dos remédios também (que na minha opinião não servem de porra nenhuma, só me fazer dormir ¬¬), mas depente quase que exclusivamente de mim. Nos últimos 4 dias tenho conseguido me manter firme no controle. 4 dias fazendo todas as refeições, sem colocá-las pra fora! *-*
Não quero mesmo ter recaídas. Isso acabaria com tudo que estou reconstruindo =/ Mas ainda não sei se posso evitar. Meu maior medo está aí. Em cair. E se chegar a hora que eu cair e não conseguir mais levantar ? A força, qualquer uma, um dia se acaba. Será que a força interior se acaba também? :s
Mas mudando de assunto. Estou lendo um livro que, em uma parte, falou sobre homossexualidade. Não isso de fato. Mas disse que todas as mulheres sentem vontade de estar com outras mulheres. Homens, nem todos, mas uma grande parte. Mas entre as mulheres, 99% tem o seu lado homo. Eu assumo que tenho o meu, pq ser hipócrita? Mas tenho minha religião que é bem mais forte :)
Pois é, só pra deixar bem marcado aqui: 4 dias de alimentação saudável! *--*
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Hoje minha mãe entrou no quarto pra me acordar. Ela geralmente entra, e só fala da porta "Rebeca, hora de acordar!" Mas hoje foi bem diferente. Ela entro, sentou na cama e fez carinho no meu cabelo. Eu virei e dei um sorriso de bom dia pra ela. Ela me deu um beijo e disse que tem muito orguho de me ter como filha. Eu nunca sei aceitar elogios e, sem graça, perguntei porquê. Então ela começou a falar com os olhos brilhantes de lágrimas: "Minha filha, você é uma grande MULHER!" Confesso ter me assustado com a palavra. Sempre estive muito acostumada que as pessoas se referissem a mim como uma garotinha. Ainda ouço muitos dizendo que sou uma meninha, que parece que nunca vou crescer. Mas minha mãe continuou, esclarecendo meus pensamentos: "Filha, desde que você era uma criancinha eu sempre soube que nunca teria problemas com você. Sempre foi tão doce, carinhosa, calminha, tímida e obediente. Você entrou na adolescência e nada mudou. E adolescentes sempre são complicados, batem de frente. Mas você não. Recebia uma proibição e ia pro cantinho chorar ao invés de bater de frente comigo. Sempre estudou, tirou notas ótimas, nunca foi namoradeira, nunca gostou de sair, sempre quieta e responsável, muito madura pra sua idade. Mas então, nos seus 17 anos,você mudou tanto. Começou com essa merda de cigarro, começou a me responder, e tomou umas boas porradas. Me doía tanto. E me doía mais por eu sempre ter te idealizado, sempre ter imaginado que você nunca traria problemas. E por isso eu te reciminava tanto, mas não percebia que o erro era meu. Na verdade, você me fez acreditar que tudo com você era maravilhoso, eu me iludi. Todos sabem que adolescentes trazem problemas, e vc não poderia ser diferente. Eu me achei com medo, pensando que aquela talvez fosse sua personalidade verdadeira que só agora estaria se revelando. Fiquei assustada por ter perdido aquela menina tão meiga, que se transformou em pura grosseria. Até você fazer 18 anos, eu tava mal demais, não estava acreditando que você poderia ter se transformado de tal jeito. Mas então, você começou a mudar, sozinha, sem ninguém te forçar. E a calma foi voltando pro meu coração. Você parou com suas amizades ruins, parou de ir pra lugares que eu não gostava, parou com as grosserias e com os egoísmos. Tudo foi voltando ao normal. E somente por você. Porque você decdiu mudar. Então eu percebi, que aquela fase atribulada, era realmente só uma fase. E que você é muito maior do que qualquer coisa que queira te puxar pra baixo. Eu fui vendo você amadurecer, cada vez mais. Dando suas mancadas, mas com uma capacidade incrível de se virar sozinha. Faz merda e se vira pra consertar. Já arrumou suas merdas e consertou sem que eu nem soubesse que elas existiram. Você venceu muita coisa. E agora, to vendo que você tá vencendo mais uma. Você sem dúvida é uma melhor, uma das mais completas que conheço. Às vezes fico toda boba por pensar que fui eu quem criou essa mulher maravilhosa, mas chego a conclusão de que claro, tive muita influência sobere você, mas você só é maravilhosa assim, pq seu caráter é assim, sua personalidade é assim. Você é uma grande filha de Deus e eu sempre vou estar com você. Minha mulher, que pra mim sempre vai ser menininha pra eu cuidar e proteger!"
Eu chorei com muita sinceridade. E são essas palavras que me faze juntar cada vez mais força pra encarar minha vida de frente. Por muitas vez eu estive do lado de muitas pessoas pra lutar com elas. Sempre estive ajudando o mundo. É meu prazer ajudar, me faz feliz ajudar. E talvez, essa minha tristeza de agora, seja pq estou na posição de "ser ajudada". Mas tendo algumas pessoas do meu lado, essa posição se torna bem menos dolorosa. Quero deixar bem aqui registrado, pra eu nunca esquecer quem me manteve em pé enquanto tudo desabava!
Minha mãe, que é uma mulher inigualável, guerreira, minha luz!
Regina, minha irmã. Meu exemplo, meu porto seguro.
Renata, minha irmã. Implicâncias e brigas que nos levam a união, proteção e amor que temos uma pela outra. Essa é minha irmã protegida, que ngm pode chegar perto, ngm pode tocar. Sua fragilidade só me desperta proteção!
Tia Luzia. Minha tia/madrinha linda que sempre liga pra saber de mim, da minha saúde. Que me aconselha e me protege.
Wiil, meu amor. Um anjo que surgiu na minha vida. No momento em que eu me sentia mais desamparada, sem rumo, sem chão, sem esperança, ele trouxe todos os sentimentos mais bonitos pra minha vida. Me fez ver que por maior que seja nossa dor, sempre temos capacidade de amar, nos preocupar e cuidar de alguma pessoa da maneira que podemos. Foi um presente de Deus MESMO.
Não poderia nunca esquecer dos meus amigos. Que sempre são pessoas presentes, apesar de eu sempre estar afastada da maioria =/ Os conselhos, as broncas, os cuidados, as preocupações, as maneiras que encontram de me fazer rir e me divertir quando to na merda. Ana Luiza, Jaqueline, Thaís, Igor, Lucas, Philipe, Felipe, Netto, Monique e em especial a Jujuba que sempre me traz palavras lindas, amor e carinho.
Amo demais todos esses. Só tenho a agradecer a todos e agradecer também àqueles (todos) que passaram pela minha vida e que, de alguma forma, me trouxeram algum aprendizado.
E também, só posso pedir humildemente que continuem me ajudando, pq realmente, não passo por uma coisa fácil. Ainda não posso afirmar que to estruturada e que tudo está bem. Por isso, jamais se decepcionem se algum dia eu vier a fraquejar. Lembrem-se só de que estou tentando e isso já é uma coisa bastante dolorosa pra mim. =]
Eu chorei com muita sinceridade. E são essas palavras que me faze juntar cada vez mais força pra encarar minha vida de frente. Por muitas vez eu estive do lado de muitas pessoas pra lutar com elas. Sempre estive ajudando o mundo. É meu prazer ajudar, me faz feliz ajudar. E talvez, essa minha tristeza de agora, seja pq estou na posição de "ser ajudada". Mas tendo algumas pessoas do meu lado, essa posição se torna bem menos dolorosa. Quero deixar bem aqui registrado, pra eu nunca esquecer quem me manteve em pé enquanto tudo desabava!
Minha mãe, que é uma mulher inigualável, guerreira, minha luz!
Regina, minha irmã. Meu exemplo, meu porto seguro.
Renata, minha irmã. Implicâncias e brigas que nos levam a união, proteção e amor que temos uma pela outra. Essa é minha irmã protegida, que ngm pode chegar perto, ngm pode tocar. Sua fragilidade só me desperta proteção!
Tia Luzia. Minha tia/madrinha linda que sempre liga pra saber de mim, da minha saúde. Que me aconselha e me protege.
Wiil, meu amor. Um anjo que surgiu na minha vida. No momento em que eu me sentia mais desamparada, sem rumo, sem chão, sem esperança, ele trouxe todos os sentimentos mais bonitos pra minha vida. Me fez ver que por maior que seja nossa dor, sempre temos capacidade de amar, nos preocupar e cuidar de alguma pessoa da maneira que podemos. Foi um presente de Deus MESMO.
Não poderia nunca esquecer dos meus amigos. Que sempre são pessoas presentes, apesar de eu sempre estar afastada da maioria =/ Os conselhos, as broncas, os cuidados, as preocupações, as maneiras que encontram de me fazer rir e me divertir quando to na merda. Ana Luiza, Jaqueline, Thaís, Igor, Lucas, Philipe, Felipe, Netto, Monique e em especial a Jujuba que sempre me traz palavras lindas, amor e carinho.
Amo demais todos esses. Só tenho a agradecer a todos e agradecer também àqueles (todos) que passaram pela minha vida e que, de alguma forma, me trouxeram algum aprendizado.
E também, só posso pedir humildemente que continuem me ajudando, pq realmente, não passo por uma coisa fácil. Ainda não posso afirmar que to estruturada e que tudo está bem. Por isso, jamais se decepcionem se algum dia eu vier a fraquejar. Lembrem-se só de que estou tentando e isso já é uma coisa bastante dolorosa pra mim. =]
Meus transtornos
Não sei mesmo como posso descrever tudo isso.
É difícil demais pra alguém, aceitar que está doente. É difícil demais aceitar que o que você vê, não é real.
Que sentido eu encontro agora em tudo?
Vivo a base de remédios, vulgo drogas, que me fazem dormir e perder cada vez mais o ânimo de correr atrás do que eu quero. Cheguei a um ponto da vida, de aceitar o que é colocado na minha mão. Não corro mais atrás de nada. To parada, estagnada. E todo mundo sabe que nunca fui assim. Se tava triste, corria atrás de rir. Se tava entediada, corria atrás de qualquer coisa que me divirtia. Cadê essa Rebeca? Me perdi em algum ponto da vida e não to conseguindo me resgatar.
Os dias estão se arrastando, estão durando mais do que deveriam. Me obrigo a dormir pra não ter que suportar a dor, tanto física como do meu espírito. Eu to toda machucada. E são machucados que não consigo sarar. Eu durmo, durmo, durmo e só durmo. Já estou confundindo meus sonhos com o que de fato é real. Já não sei mais a minha utilidade, o que eu pretendo. Não consigo mais pensar em nada.
Ninguém consegue se colocar na situação e muitos ainda pensam que essa minha posição é uma frescura. Não tá dando mais pra mim. Não tá dando pra comer, não tá dando pra estudar, não tá dando PRA LEVANTAR DA CAMA!
Todos os dias que eu acordo, eu desejo do fundo do meu íntimo, que aquele dia nunca tivesse começado.
Todas as partes do meu corpo doem de fraqueza. Meu estômago dói, minha garganta dói. Meus músculos estão gritando. E eu não consigo parar. Não consigo deixar de enxergar grodura aqui, enquanto todos dizem que to pele e osso. O que posso tirar disso? Eu confio na minha visão, mas tb confio em todos que estão a minha volta. Em quem posso confiar mais?
Quero deixar de ter sempre os sonhos horríveis que tenho tido. Sonhos que às vezes eu preciso correr e não consigo sair do lugar. Já to tão conformada com tudo, que nem chorar por isso eu choro mais. É assim que vai ser e eu sempre vou definhando, até o ponto que não der mais.
Pq ainda não aprendi? Depois de tantas internações pq ainda não acordei e vi que eu to me matando? Hoje, quando abri os olhos e ainda era madrugada, eu percebi que na verdade não acordei pq não quero acordar. Eu quero me definhar, quero isso. Pra mim é melhor estar deitada na minha cama, do que me obrigar a levantar pra estudar. Pra mim é melhor não comer e não sentir a comida descer rasgando pela minha garganta. Nada mais me atrai. Que pessoa vê um pacote de salgadinhos na sua frente e não corre pra comer? Eu não corro. E não é pq eu luto contara meus instintos, simplesmente não tenho vontade. Não tenho vontade de nada, não tenho vontade de viver! É sério, não é aqueles dramas mexicanos. Não tenho MESMO vontade de viver. Pra mim nada vai ser melhor do que está. E eu sei, que mesmo eu me tratando bulimia e anorexia não tem cura. Existe controle pra essas doenças, mas de fato não tem cura. Eu não quero viver me controlando, me policiando, ou tendo recaídas. Queria ser normal, ter um pensamento normal, mas eu não tenho e nem tenho modos ou perspectivas de mudar isso. Se eu unir minhas forças (que são pouqíssimas) e melhorar agora. O que vai ser de mim daqi a 10 anos? Será que ainda vou tomar 15 laxantes diários pra compensar a pizza que comi num final de semana?
Isso é enlouquecedor. Imaginem os piores dias de suas vidas. Aqueles dias que sair de casa, falar com alguém no telefone, receber visitas, ver a luz do sol, seria uma tortura. Todos os meus dias estão sendo assim.
Achei que seria questão de tempo pra essa ferida cicatrizar, mas não tá sendo :(
Ainda me mantenho viva, mesmo que sendo um vegetal, pelas pessoas que amo e que sei que me amam. Mas será que realmente vale a pena? Será que elas não estão sofrendo vendo que estou morrendo um pouco a cada dia? Sinceramente, eu não aguento mais.
Não me cuido mais. Não cuido dos meus cabelos, que caem cada vez mais. Minha pele tá péssima. Não cuido de mim, de nada que pertencem a mim. Minhas coisas estão uma bagunça. Eu me abandonei a tal ponto, que abandonei tudo. Não me lembro de mais nada. Me lembro de tomar banho pq vejo as pessoas que moram aqui tomando. Não me lembro de rezar, não me lembro de cuidar nem do meu corpo, nem do meu espírito. Ainde posso chegar assim? Sei que só tem um fim nesse caminho todo. E só queria que esse fim chegasse o mais depressa possível =/
É difícil demais pra alguém, aceitar que está doente. É difícil demais aceitar que o que você vê, não é real.
Que sentido eu encontro agora em tudo?
Vivo a base de remédios, vulgo drogas, que me fazem dormir e perder cada vez mais o ânimo de correr atrás do que eu quero. Cheguei a um ponto da vida, de aceitar o que é colocado na minha mão. Não corro mais atrás de nada. To parada, estagnada. E todo mundo sabe que nunca fui assim. Se tava triste, corria atrás de rir. Se tava entediada, corria atrás de qualquer coisa que me divirtia. Cadê essa Rebeca? Me perdi em algum ponto da vida e não to conseguindo me resgatar.
Os dias estão se arrastando, estão durando mais do que deveriam. Me obrigo a dormir pra não ter que suportar a dor, tanto física como do meu espírito. Eu to toda machucada. E são machucados que não consigo sarar. Eu durmo, durmo, durmo e só durmo. Já estou confundindo meus sonhos com o que de fato é real. Já não sei mais a minha utilidade, o que eu pretendo. Não consigo mais pensar em nada.
Ninguém consegue se colocar na situação e muitos ainda pensam que essa minha posição é uma frescura. Não tá dando mais pra mim. Não tá dando pra comer, não tá dando pra estudar, não tá dando PRA LEVANTAR DA CAMA!
Todos os dias que eu acordo, eu desejo do fundo do meu íntimo, que aquele dia nunca tivesse começado.
Todas as partes do meu corpo doem de fraqueza. Meu estômago dói, minha garganta dói. Meus músculos estão gritando. E eu não consigo parar. Não consigo deixar de enxergar grodura aqui, enquanto todos dizem que to pele e osso. O que posso tirar disso? Eu confio na minha visão, mas tb confio em todos que estão a minha volta. Em quem posso confiar mais?
Quero deixar de ter sempre os sonhos horríveis que tenho tido. Sonhos que às vezes eu preciso correr e não consigo sair do lugar. Já to tão conformada com tudo, que nem chorar por isso eu choro mais. É assim que vai ser e eu sempre vou definhando, até o ponto que não der mais.
Pq ainda não aprendi? Depois de tantas internações pq ainda não acordei e vi que eu to me matando? Hoje, quando abri os olhos e ainda era madrugada, eu percebi que na verdade não acordei pq não quero acordar. Eu quero me definhar, quero isso. Pra mim é melhor estar deitada na minha cama, do que me obrigar a levantar pra estudar. Pra mim é melhor não comer e não sentir a comida descer rasgando pela minha garganta. Nada mais me atrai. Que pessoa vê um pacote de salgadinhos na sua frente e não corre pra comer? Eu não corro. E não é pq eu luto contara meus instintos, simplesmente não tenho vontade. Não tenho vontade de nada, não tenho vontade de viver! É sério, não é aqueles dramas mexicanos. Não tenho MESMO vontade de viver. Pra mim nada vai ser melhor do que está. E eu sei, que mesmo eu me tratando bulimia e anorexia não tem cura. Existe controle pra essas doenças, mas de fato não tem cura. Eu não quero viver me controlando, me policiando, ou tendo recaídas. Queria ser normal, ter um pensamento normal, mas eu não tenho e nem tenho modos ou perspectivas de mudar isso. Se eu unir minhas forças (que são pouqíssimas) e melhorar agora. O que vai ser de mim daqi a 10 anos? Será que ainda vou tomar 15 laxantes diários pra compensar a pizza que comi num final de semana?
Isso é enlouquecedor. Imaginem os piores dias de suas vidas. Aqueles dias que sair de casa, falar com alguém no telefone, receber visitas, ver a luz do sol, seria uma tortura. Todos os meus dias estão sendo assim.
Achei que seria questão de tempo pra essa ferida cicatrizar, mas não tá sendo :(
Ainda me mantenho viva, mesmo que sendo um vegetal, pelas pessoas que amo e que sei que me amam. Mas será que realmente vale a pena? Será que elas não estão sofrendo vendo que estou morrendo um pouco a cada dia? Sinceramente, eu não aguento mais.
Não me cuido mais. Não cuido dos meus cabelos, que caem cada vez mais. Minha pele tá péssima. Não cuido de mim, de nada que pertencem a mim. Minhas coisas estão uma bagunça. Eu me abandonei a tal ponto, que abandonei tudo. Não me lembro de mais nada. Me lembro de tomar banho pq vejo as pessoas que moram aqui tomando. Não me lembro de rezar, não me lembro de cuidar nem do meu corpo, nem do meu espírito. Ainde posso chegar assim? Sei que só tem um fim nesse caminho todo. E só queria que esse fim chegasse o mais depressa possível =/
Assinar:
Comentários (Atom)
